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TV

Co-autora, Diretora de Fotografia e Editora de  “Verdade ou Consequência”, produzido por Take it Easy Films para Rádio Televisão Portuguesa - RTP 

 

Documentário, 2017, Portugal, 52’ falado em português e inglês

Eleita palavra do ano em 2016, a "Pós-Verdade" alimenta-se de notícias falsas, da exacerbação de medos, da falta de tempo para verificar factos, da indiferença social e da ausência de literacia da informação, propagando-se sem controlo com a Internet e as redes sociais. Na sociedade do hiperconsumo, o poder dos algoritmos é cada vez maior. As novas tecnologias são opacas e facilitam a manipulação. Como lidar com esta cascata de informação sem filtro, que nos cai em cima constantemente? Precisamos mesmo de novidades ao minuto, precisamos mesmo de estar sempre ligados e conectados? Como não enlouquecer neste caos informativo e digital?


Produtora de “Laureano Barros Rigoroso Refúgio”, para Rádio Televisão Portuguesa - RTP

de Paulo Pinto


Documentário, 2017, Portugal, 54’ falado em português

Um homem notável que reuniu uma das mais extraordinárias bibliotecas privadas portuguesas do século XX.

Laureano Barros (1921-2008), grande bibliófilo e intelectual antifascista, teve uma vida intensa e sofrida. Através de uma investigação quase antropológica, a partir de peças isoladas, exemplares da sua biblioteca, correspondência e testemunhos dos que com ele conviveram, este documentário de Paulo Pinto reconstrói a incontornável mas distante personalidade de Laureano Barros, matemático de génio e amante da literatura, um homem notável, rigoroso, inflexível com a verdade e a liberdade. Para além de uma apurada pesquisa, o filme conta com depoimentos de Armando Alves, Eduardo Lourenço, Fernando Echevarría, Fernando Guimarães, entre outros.

Foi no Porto, nos tempos de estudante, que Laureano Barros começou a comprar livros. Frequentava os alfarrabistas e iniciou uma coleção enorme. Aluno exemplar foi professor de Matemática, mas cedo foi afastado por contestar o governo de Salazar e a PIDE. Passou a dar explicações para se sustentar. Os rendimentos das propriedades familiares de Ponte da Barca serviam para comprar livros. Depois do 25 de Abril recebeu vários convites para voltar a lecionar nas mais prestigiadas universidades e escolas de Portugal. Perfecionista, não suportava situações menos que perfeitas e preferia retirar-se, mesmo que isso tivesse implicações na vida e na carreira. Acabou por se isolar em Ponte da Barca, terra onde passou os últimos 30 anos de vida.


Realizadora de “Cartas da Guerra - making of”, produzido por O Som e a Fúria para a Rádio Televisão Portuguesa - RTP



Documentário, 2016, Portugal, 26’ falado em português

Making of do filme "Cartas de Guerra", realizado por Ivo M. Ferreira e baseado no romance "D´Este Viver Aqui Neste Papel Descripto: Cartas da Guerra" de António Lobo Antunes
O processo por detrás das câmaras. Como Ivo Ferreira construiu esta obra dramática, segundo um argumento seu e de Edgar Medina que se inspira em "D´Este Viver Aqui Neste Papel Descripto: Cartas da Guerra", uma compilação de cartas que António Lobo Antunes (na altura um jovem alferes destacado para Angola) escreveu à mulher.
Ano de 1971. António (Miguel Nunes), de 28 anos, é incorporado no exército português para servir como médico numa das piores zonas da Guerra Colonial, no Leste de Angola. Longe de Maria José (Margarida Vila-Nova), a mulher amada que se viu obrigado a deixar, ele vai matando as saudades através de longas cartas que durante dois anos lhe escreve. Através delas, o espectador vai conhecendo o homem solitário por detrás do soldado, as suas angústias, desejos e esperanças. Com o passar do tempo, António apaixona-se por África e toma posições políticas?


Autora e co-realizadora de  “Paraíba”, produzido por Busca Vida Filmes



(PROCESSO DE FINANCIAMENTO)
Série de Documentário10 episódios, 26’. Portugal e Brasil.

PARAÍBA aborda as questões em torno da sexualidade feminina a partir de uma perspectiva inédita e destemida.



           
CINEMA 

Realizadora e Produtora  de “Meu Nome é Coisa” (pós-produção)



Documentário, 2019, Brasil, (pós-produção) falado em português

Meu Nome é Coisa aproxima-se do mundo bizarro da especulação imobiliária que a uma velocidade furiosa aprisiona o ser humano, tendo como ponto de partida, torná-lo um poste, uma pessoa-anúncio, muito distante dos sonhos que anuncia.



Produtora de “A Mordida”

de Pedro Neves Marques

Ficção, 2019,  Super 16mm, Brasil, falado em português (pós-produção)

Entre uma casa no interior da Mata Atlântica e uma fábrica de mosquitos
geneticamente modificados para combater o vírus Zika perto de São Paulo, uma
relação poliamorosa e não-binária procura sobreviver a uma epidemia que atravessa
o Brasil. Enquanto no interior da fábrica milhares de mosquitos nascem diariamente –
um exército de mosquitos prestes a ser distribuído pelo país – as tensões, diferenças e
relações de poder entre Helmut, Calixto e Tao se agravam. Mas para sobreviver ao
vírus será preciso amor. A Mordida é um filme de ficção, entre um suspense
Cronenberguiano, a ficção cientifica e um drama romântico queer.



Produtora de “Vale das Dúvidas (pós-produção)

de Francisca Manuel

Ficção, 2019, Portugal, 70’, falado em português


Uma figura acorda num estado de Torpor no interior de uma casa, como um náufrago. Consciente desse Torpor também a melancolia se instala. A sensação de inutilidade na vida e a pressão para ser-se produtivo gera um sentimento de culpa. As várias tentativas para contrariar esse estado são falhadas, até à chegada do cavalo-cão.



Produtora de “A Arte que fal mal à vista”

de Pedro Neves Marques

Documentário, 2018, Portugal, 20’, DCP, falado em português e tupi

Lisboa é uma cidade em mudança. À medida que jovens afrodescendentes assumem o seu direito à cidade, assiste-se a um intenso debate sobre monumentos e símbolos públicos que lembrem o passado colonial de Lisboa. É neste contexto que no Outono de 2017 se deu um confronto entre um protesto pacífico e grupos neonazi frente a uma estátua recentemente erguida em memória de Padre António Vieira. Partindo desse acontecimento, "A Arte Que Faz Mal à Vista" reúne diversas personalidades envolvidas em questões de justiça social, racismo e memória histórica frente a esta estátua, dando corpo e voz a um filme-manifesto sobre o futuro da cidade.


Assistente de Realização “Mr.Babenco”, de Bárbara Paz,  produzido por HB Filmes



Documentário, Brasil, (pós-produção) falado em português e inglês

Mestiço de duas nações, maestro de imagem em ação, menino de olhos portenhos, mito de brasilidades marginais, Hector Eduardo Babenco foi de um tudo nesta vida, indo de figurante em spaghettis à italiana a diretor indicado ao Oscar. Marcou gols em muitas áreas do verbo viver, driblando da censura dos anos 1970 ao linfoma com quem guerreou. Venceu em Locarno, concorreu em Cannes, brilhou em Hollywood, dirigiu titãs como Meryl Streep, Jack Nicholson e Willem Dafoe. Foi e é: realizador dos grandes, pedaço indelével da História da América Latina em sua marcha para o Oeste e para o Leste do imaginário cinéfilo. Seu B de Babenco é consoante que se faz essencial nos dicionários de cinema do mundo todo. Mas por trás da grife construída à força de sucessos que marcaram época seja como blockbusters (Carandiru; Lúcio Flávio, o passageiro da agonia), seja como síntese de inquietação existencial frente ao horror da violência (O Beijo da Mulher Aranha; Pixote, a Lei do Mais Fraco), existe um homem com histórias outras que não as que viraram filme. Hector Babenco é o centro do documentário intitulado ?Corredor Polonês? Uma longa-metragem sobre um dos maiores diretores do Cinema Brasileiro. O filme mergulha, de forma sensível, poética e humana, na vida, nas memórias, nos sonhos e nas obras desse ícone da nossa cinematografia. As filmagens serão no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Argumento, roteiro e direção serão de Barbara Paz. Numa narrativa não linear em que ficção e realidade se misturam e os tempos refletem a memória de um personagem vivo, resgatamos sua vida. São essas histórias que vão passar por este Corredor Polonês, documentário que não se quer nem se pretende cinebiografia: documentário que se quer fábula, que se quer saudade e reencontro, que se quer eco de uma subjetividade autoral, viva e vívida. Propomos uma imersão na vida do nosso personagem, olhando a ficção como pano de fundo e partindo para um retrato poético, em preto e branco, que capta a poesia em viver e continuar filmando.

Co-produtora de “Semente Exterminadora” de Pedro Neves Marques


Ficção, 2017, Portugal, Brasil, 26’, DCP, falado em português.

Um derrame de petróleo contamina a costa brasileira. Capivara, trabalhador numa plataforma petrolífera, é evacuado para o Rio de Janeiro, onde a população permanece ignorante do desastre que se aproxima. Apesar do perigo, Capivara deseja apenas retornar aos campos de extração em alto mar. Na cidade é ajudado por Ywy, uma mulher que o convence a viajar para a sua terra do Mato Grosso do Sul, na procura de emprego nas plantações de monocultura de soja e de milho. Nas plantações, Ywy expressa a Capivara a sua intimidade com aquelas plantações transgénicas. Ela fala-lhe da infertilidade daquelas sementes geneticamente manipuladas e de um androide como ela. Capivara, humano, é incapaz de compreender.


Produtora Associada de  “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa e Lea Glob, produzido por Busca Vida Filmes, O Som e a Fúria, Zentropa, Epicentre Films



Documentário, 2015, França, Brasil, Portugal, Dinamarca, 87’, DCP, falado em francês, italiano e inglês

Uma travessia pelo labirinto da mente de uma mulher, OLMO E A GAIVOTA conta a história de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando o espetáculo começa a tomar forma, Olivia e seu companheiro Serge, que se conheceram no Théâtre du Soleil, descobrem que ela está grávida.

Os meses de gravidez se desdobram como um rito de passagem, que forçam a atriz a confrontar seus medos mais obscuros. O desejo de Olivia por liberdade e sucesso profissional bate de frente com os limites impostos pelo seu próprio corpo. Ela se olha no espelho e vê as duas personagens femininas de A Gaivota – Arkadina, atriz que está envelhecendo, e Nina, atriz que se perde na loucura – como inquietantes reflexos de si mesma.

O filme tem uma nova virada quando o que parece ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso? Esta investigação do processo criativo nos convida a questionar o que é real, o que é imaginado e o que sacrificamos e celebramos em nossas vidas.


Produtora da campanha de lançamento do filme  “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa e Lea Glob - “Meu Corpo, Minhas Regras”


Assista aqui





























INSTALAÇÕES FÍLMICAS

Produtora de “A Mordida”
[The Bite]
uma instalação fílmica e sonora que compreende os filmes: 

“The Gender of the Lab”
“If the mosquito can kill, it cannot be born” 
“Sex as Care” 

de Pedro Neves Marques

2018. Instalação de filme, canal duplo, 20 min., super 16mm transferido para vídeo, cor, som, 6 canais de som surround. Português e Inglês falado.

“A Mordida” foi comissariada por Pérez Art Museum de Miami.

Apresentado como uma instalação audiovisual, A Mordida, ou “The Bite”, apresenta três filmes interligados e uma peça de som ambiente do músico londrino Fraencis. A instalação reúne duas imagens aparentemente distintas de epidemias, abordando conflitos entre política da natureza, tecnologia e gênero. Os filmes são baseados em uma pesquisa realizada em uma fábrica de mosquitos geneticamente modificados em São Paulo, Brasil, e incluem elementos fictícios e documentais, entre o presente e um futuro imaginado.

A epidemia biológica do vírus Zika, combatida em parte pelo uso de mosquitos mutantes, torna-se análogo à ascensão do conservadorismo reacionário na política brasileira, que atingiu um novo apogeu com a eleição de Jair Bolsonaro.

Os filmes acompanham os protagonistas (um homem, uma mulher e uma mulher transexual) através dessas duas crises, traçando linhas entre horrores psicológicos e corporais, crises políticas e médicas, a heteronormatividade estéril do laboratório e ataques à autonomia reprodutiva.

Enquanto todas essas tensões biopolíticas se expressam em relações pessoais, como um refúgio ou um refúgio da crise, os filmes apontam para a intimidade e o cuidado como futuros possíveis, além das restrições de uma mentalidade binária.


Produtora da instalação fílmica
“Olho Zoomórfico / Camera Trap”

de Mariana Silva



“Olho Zoomórfico/Camera Trap” foi comissariada pela Fundação Calouste Gulbenkian 
A exposição Olho Zoomórfico/Camera Trap propõe uma reflexão sobre a extinção em massa de espécies animais e as práticas de captura de imagens em habitat natural; mas também sobre a relação humana com as imagens virtuais e com a tecnologia. Oscilando entre estereótipos e subjetividade, rotina e exceção, ciência e visão nostálgica, a representação do mundo e da sua falência ecológica surge na exposição como ficção e documento, narrativa e reflexão, presente e futuro, passado e pós-humanidade.

O trabalho artístico de Mariana Silva é marcado por uma forte componente conceptual que reflete a sua preocupação com questões culturais, museológicas e sociológicas em geral.

Da abordagem dos públicos teatrais e da interrogação sobre museus e sobre fronteiras entre cultura e natureza, a artista foi deslocando progressivamente a sua investigação para os modos teóricos de pensar os públicos, acercando-se de casos de estudo mas avaliando também os discursos reflexivos que os enquadram. Nesta exposição, dirige a atenção para as nossas representações da Natureza e dos ecossistemas animais.

Muitas representações de espécies animais têm sido construídas por simulação informática dos movimentos complexos em que se organizam, mapeando características da espécie como população e procurando um paralelo entre os seus comportamentos de massa e alguns daqueles que estruturam comunidades humanas. Ao longo da grande cortina impressa, vemos grandes planos de imagens digitais de pássaros e insetos.

Em Camera Trap, as imagens de livros e do espaço duma Biblioteca privilegiam as referências aos primeiros exploradores e pioneiros americanos, levando-nos a questionar o olhar nostálgico e, frequentemente, pouco informado, sobre a situação real das populações dizimadas nesses territórios. Nesse momento, em que a consciência da extinção das espécies está a surgir, é irónico que a captura de imagem parta da adaptação de técnicas de armadilhas de caça.

Se a máquina fotográfica foi importante no estabelecimento da ideia de conservação da natureza, a partir do final do século XIX e até muito recentemente, deveremos interrogar até que ponto o sistema de perspetiva que lhe está associado é adequado à perceção das verdadeiras interações das espécies em ecossistemas reais e das diferentes escalas nas quais as alterações climáticas têm expressão.

No filme Olho Zoomórfico, as personagens discutem estas questões, elaborando perguntas sem, necessariamente, encontrar respostas.

Curadoria: Leonor Nazaré



Produtora  da instalação fílmica 
“Catherine or 1786”

de Francisca Manuel


“Catherine or 1786” foi 
comissariada pelo
Walk and Talk 2017 em parceria 
com ARQUIPÉLAGO – Centro de Artes 
Contemporâneas, Açores.

Inspirado na estadia de Catherine 
Hickling nas Furnas, 
entre 1786 e 1789, 
o filme retracta um estado de 
inadaptação e desgosto pelo 
desconhecido: uma deambulação 
contemplativa em que dois 
tempos se cruzam.

Produtora de  “Aprender a viver com o inimigo”

de Pedro Neves Marques

2017. 9 min. 30 seg., 4K convertido para HD video, cor, som.

Filmado no interior do Rio Grande do Sul, em uma paisagem transformada pela monocultora de soja transgênica, milho e cana-de-açúcar, o filme acompanha o processo de transformação da soja em biodiesel, desde o momento da colheita até o fluxo de trabalho numa das principais fábricas de processamento de biodiesel da região. Uma série de notas e reflexões tomadas pelo autor são sobrepostas nas imagens em movimento. Eles perguntam: que tipo de vida está nas sementes transgênicas? E o que significa viver com o inimigo?

Produtora de YWY, a androide [YWY, the Android]

de Pedro Neves Marques


2017. 7 min. 40 seg., 4Kconvertido para HD video, cor, som. Português com legendas.

Filmado num futuro presente, YWY, uma andróide indígena, conversa com uma safra de milho transgênico no interior agrícola do Brasil. Em um momento de intimidade, a mulher, que passamos a entender, é uma trabalhadora de campo, e as plantas falam sobre direitos corporais, infertilidade, trabalho e monoculturas. Como humano, o espectador é incapaz de ouvir a voz do milho, percebendo o diálogo como um estranho monólogo. O roteiro do filme é inspirado na escrita do escritor brasileiro João Guimarães Rosa, em que os diálogos são muitas vezes expressos pela voz de uma pessoa em vez de duas ou mais.



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